O prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan (PSD), formalizou nesta quinta-feira (5) a renúncia ao cargo em meio às investigações que apuram suspeitas de desvio de recursos federais destinados à saúde. O pedido foi enviado por meio de ofício à Câmara Municipal um dia após ele se tornar alvo da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades em contratos públicos e manipulação de processos licitatórios.
Na justificativa oficial, Furlan afirmou que a saída do cargo atende a uma exigência legal para que ele possa disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026.
De acordo com as investigações, o grupo suspeito teria atuado para direcionar licitações, desviar verbas públicas e realizar lavagem de dinheiro. As suspeitas se concentram principalmente em um contrato de engenharia e execução de obras avaliado em cerca de R$ 69,3 milhões.
Em uma publicação nas redes sociais, o agora ex-prefeito afirmou que já esperava a ação policial e sugeriu que a investigação teria motivação política. “A gente sabia que isso ia acontecer. Mas, eles não estão indo contra o Furlan. Estão indo contra a vontade do povo, contra a população de Macapá e de todo o estado do Amapá”, disse.
Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a servidores municipais, empresários e pessoas próximas ao então prefeito nas cidades de Macapá, Belém e Natal. A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Outra determinação da Justiça foi a proibição de a construtora investigada e de seus sócios participarem de licitações públicas no estado enquanto durar a apuração. A medida tem como objetivo evitar a celebração de novos contratos com recursos públicos até que todas as suspeitas sejam esclarecidas.
Rodrigo Mendes
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