A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (04) a segunda fase da Operação Paroxismo. A decisão autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou no afastamento de 60 dias do prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD-AP) e do vice-prefeito Mario Neto (Podemos-AP). Ambos são suspeitos de desvio de verbas federais e fraude em licitação na área da saúde.
A investigação apura a existência de irregularidades na construção do Hospital Geral Municipal da capital do Amapá. Segundo a PF, existem indícios da existência de um esquema fraudulento que envolvia agentes públicos e empresários para direcionar licitações, desviar recursos públicos e lavar dinheiro. Uma das linhas de apuração tem como foco o projeto de engenharia e execução das obras que teve licitação estimada no valor de R$ 69,3 milhões.
O prefeito, se manifestou nas redes sociais onde afirmou que já esperava a operação e citou uma possível perseguição política, ao declarar que “a gente sabia que isso ia acontecer. Mas eles não estão indo contra o Furlan. Estão indo contra a vontade do povo, contra a população de Macapá e de todo o estado do Amapá”, disse.
Foram realizados mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Natal, alguns dos endereços eram ligados ao prefeito, a servidores municipais e a sócios da empresa investigada.
De acordo com relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), o município de Macapá recebeu cerca de R$ 128,9 milhões em verbas federais entre 2020 e 2024 por meio de transferências especiais, parte delas vinculada à construção do hospital.
Lilian Aragão
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