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Governo Lula avaliou expulsão de outro agente americano, diz Estadão

Itamaraty avaliou risco de crise maior após expulsão de delegado brasileiro pelos EUA.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou retirar as credenciais de um segundo agente dos Estados Unidos que atua no Brasil após o agravamento da crise diplomática envolvendo autoridades dos dois países. Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o agente chegou a ter o acesso suspenso temporariamente pela Polícia Federal, mas teve as credenciais restabelecidas após análise do Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com a reportagem, o Itamaraty discutiu a possibilidade de ampliar a resposta brasileira após a expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano. Integrantes da diplomacia brasileira consideraram, no entanto, que a retirada das credenciais de dois agentes americanos poderia ser interpretada pelos Estados Unidos como uma escalada diplomática além do princípio de reciprocidade defendido pelo governo brasileiro.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilPresidente Lula
Presidente Lula

Fontes ligadas ao Ministério das Relações Exteriores afirmaram que a resposta do Brasil deveria manter equivalência “na forma e no conteúdo” em relação à medida adotada pelos Estados Unidos. Na avaliação da chancelaria brasileira, expulsar dois representantes norte-americanos poderia ampliar o desgaste diplomático entre os dois países e provocar novas reações do governo dos Estados Unidos.

Ao Estadão, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o agente americano teve o acesso suspenso temporariamente às instalações e aos sistemas internos da corporação até a definição do Itamaraty sobre o caso. A identidade do funcionário norte-americano não foi divulgada pelas autoridades brasileiras.

Já o agente americano Michael William Myers teve as credenciais retiradas pelo governo brasileiro. Ele atuava como adido do departamento de imigração dos Estados Unidos (ICE) no Brasil e estava credenciado junto à embaixada americana em Brasília desde setembro de 2024. A medida foi tomada após a expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho pelos Estados Unidos, sob acusação de tentativa de manipulação do sistema migratório americano para acelerar a repatriação do ex-deputado Alexandre Ramagem.

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