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Durante culto, Silas Malafaia diz ser perseguido por Alexandre de Moraes

Pastor comentou ação no STF e voltou a negar ofensas diretas ao comandante do Exército.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou neste domingo (3) de um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, onde o pastor Silas Malafaia voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes. Durante a cerimônia religiosa, o líder evangélico afirmou que existe um “inquérito ilegal” relacionado às investigações sobre fake news e acusou o magistrado de promover perseguição política por meio das apurações conduzidas no Supremo Tribunal Federal.

Ao discursar diante dos fiéis, Malafaia também comentou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou decisões judiciais que restringiram contatos do ex-chefe do Executivo. O pastor afirmou ter amizade com Bolsonaro e disse que, mesmo durante o período em que ele esteve na Presidência da República, costumava fazer questionamentos e apresentar opiniões reservadamente. Na ocasião, pediu ainda que Flávio Bolsonaro levasse um abraço ao pai.

Foto: Isac Nóbrega/PRSilas Malafaia
Silas Malafaia

As declarações do religioso ocorreram em meio ao processo em que ele se tornou réu no STF por suposta ofensa ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. A ação teve origem em um discurso realizado por Malafaia durante manifestação ocorrida na Avenida Paulista, em abril de 2025, quando ele fez críticas ao alto comando do Exército e chamou generais de “covardes” e “omissos”. Depois das declarações, o comandante acionou a Procuradoria-Geral da República.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, as falas tiveram a intenção de constranger e ofender publicamente integrantes do alto comando militar, incluindo o comandante do Exército. A investigação foi vinculada ao inquérito das fake news, que tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria de Alexandre de Moraes. A conexão entre os casos foi aceita pelo ministro após manifestação da PGR.

Durante o culto deste domingo, Malafaia voltou a afirmar que não citou nomes diretamente em suas declarações e classificou as falas como uma opinião genérica sobre integrantes das Forças Armadas. O pastor declarou que comentários sem menção nominal não configurariam crimes contra a honra e descreveu o episódio como uma “palavrinha boba” relacionada aos generais de quatro estrelas do Exército Brasileiro.

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