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Empresa sancionada pelos EUA por ligação com PCC integra rede de fintechs em São Paulo

Pixwave faz parte de grupo de empresas ligado à Faria Lima e foi alvo de sanções do governo dos EUA.

A Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda., uma das empresas sancionadas pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), integra uma rede de fintechs com conexões na região da Faria Lima, em São Paulo. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

As sanções foram anunciadas na quarta-feira (2) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Esta é a primeira medida do tipo desde que o governo do presidente Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A decisão determina o bloqueio de bens e ativos dos sancionados sob jurisdição norte-americana, além de proibir cidadãos e empresas dos Estados Unidos de manter relações comerciais com eles. O texto também prevê sanções a instituições financeiras estrangeiras que realizarem transações relevantes com os envolvidos.

Foto: Reprodução/Grok-xAIBandeira dos Estados Unidos
Bandeira dos Estados Unidos

Apesar da medida, o promotor do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, afirmou à rádio CBN que, até o momento, não identificou elementos que comprovem ligação entre os sancionados e a facção criminosa.

Empresas e pessoas sancionadas

Além da Pixwave, foram incluídas na lista de sanções as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., Wave Construções Inteligentes Ltda. e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda., de Portugal. Também foram sancionados os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

Rede de fintechs

Segundo a reportagem, Victor Shimada e a WTBO Consultoria em Gestão Empresarial são sócios da Pixwave. A WTBO é representada pelo empresário Paulo Morais Silva, e ambos mantêm participação em uma rede de fintechs instalada, em parte, na região da Faria Lima.

De acordo com a Receita Federal, a Pixwave atua na prestação de serviços financeiros. Já o Tesouro norte-americano afirma que Shimada utilizava empresas sob seu controle para intermediar operações financeiras entre criminosos nos Estados Unidos e no Brasil, incluindo o envio de cerca de US$ 30 milhões ao país por meio de criptoativos.

A WTBO funcionava na Avenida Faria Lima até dezembro do ano passado, quando transferiu sua sede para o bairro Água Branca, na zona oeste da capital paulista. No mesmo período, seu capital social passou de aproximadamente R$ 100 mil para R$ 9 milhões.

Investigação

A WTBO também possui participação na Banklabs Partners, localizada na Avenida Juscelino Kubitschek. Conforme registros da Junta Comercial, a empresa compartilha o mesmo endereço da Victory Trading, outra companhia atingida pelas sanções americanas.

Segundo documentos da Justiça dos Estados Unidos, Victor Shimada seria conhecido pelo apelido "Japa", enquanto Stella Stefanie utilizaria os codinomes "Prima" e "Lara Croft". As autoridades americanas afirmam que ambos participaram de um esquema de movimentação e lavagem de dinheiro para fornecedores de drogas, incluindo operações realizadas por meio de bancos norte-americanos antes do envio dos recursos aos fornecedores.

As investigações atribuem ao grupo a ocultação de aproximadamente US$ 30 milhões em cidades como Miami, Chicago, Los Angeles, Houston, Seattle e Denver.

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