O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se manifestar sobre a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila, detido por Israel após participar de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Em declaração divulgada nesta terça-feira (5), Lula classificou a detenção como injustificável e cobrou a liberação imediata do militante.
Segundo o presidente, o governo brasileiro acompanha o caso de perto e entende que a prisão levanta questionamentos à luz do direito internacional. Lula afirmou ainda que o país seguirá atuando diplomaticamente para garantir a segurança e a libertação do brasileiro. Em publicação nas redes sociais, ele destacou que o Brasil, em conjunto com a Espanha — que também tem um cidadão detido —, exige garantias e a soltura dos envolvidos.
Pressão diplomática e mobilização
A manifestação ocorre em meio a uma mobilização crescente nas redes sociais em apoio ao ativista. Publicações ligadas a Ávila convocam um ato previsto para esta quarta-feira (6), em frente ao Itamaraty, em Brasília.
O Ministério das Relações Exteriores já havia se posicionado anteriormente sobre o episódio. No fim de abril, o Brasil assinou uma declaração conjunta criticando a abordagem israelense à flotilha e solicitando garantias de segurança aos participantes. Em outra nota, elaborada em parceria com o governo espanhol, a ação foi classificada como grave e foram cobrados esclarecimentos, além da libertação dos detidos.
Investigação e contexto
Thiago Ávila é conhecido por sua atuação em causas ligadas à defesa da Palestina e já participou de outras iniciativas semelhantes. Autoridades israelenses investigam possíveis conexões indiretas entre integrantes da flotilha e o grupo Hamas, considerado organização terrorista por diversos países.
Até o momento, não há confirmação pública de qualquer vínculo direto do ativista com a organização. Ainda assim, as suspeitas têm sido utilizadas por Israel para justificar a manutenção da detenção enquanto as investigações seguem em andamento.
Esta não é a primeira vez que Ávila é detido ao tentar chegar à Faixa de Gaza. Em ocasiões anteriores, ele já havia sido interceptado por autoridades israelenses e posteriormente deportado ao Brasil.
Wanessa Gommes
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