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Internacional

Israel prorroga detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila

Thiago Ávila e Saif Abukeshek foram detidos na última quinta-feira (1º), em águas internacionais.

A Justiça de Israel decidiu, neste domingo (3), manter por mais dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do ativista espanhol-palestino Saif Abukeshek. Os dois participavam de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza.

O governo israelense sustenta que os ativistas têm ligação com uma organização incluída em listas de sanções dos Estados Unidos. Já os organizadores da Global Sumud Flotilla afirmam que a missão tinha caráter humanitário, com o objetivo de levar assistência à população palestina.

Foto: ReproduçãoThiago Ávila
Thiago Ávila

A defesa dos ativistas é feita pela Adalah, que informou que ambos estão custodiados no centro de detenção de Shikma, na cidade de Ashkelon. Segundo a entidade, os advogados conseguiram acessar os detidos apenas após insistência, mesmo já tendo apresentado a documentação necessária.

Prisão e condições

Thiago Ávila e Saif Abukeshek foram detidos na última quinta-feira (1º), em águas internacionais. Desde então, o caso tem gerado repercussão internacional, especialmente após a confirmação de que o ativista espanhol iniciou uma greve de fome.

De acordo com informações repassadas à imprensa, Abukeshek apresenta estado de saúde considerado estável, embora esteja abalado emocionalmente e com ferimentos leves. O primeiro contato com representantes consulares ocorreu no sábado (2) e foi breve.

Relato da família

A esposa de Abukeshek, identificada como Sally, afirmou que o marido não tinha como objetivo entrar na Faixa de Gaza, atuando em uma embarcação de observação com funções de apoio logístico. Ela destacou que ele já havia participado de outra missão semelhante partindo de Barcelona, que terminou em um porto italiano.

Segundo Sally, o ativista lamentou não ter conseguido falar com a filha no dia do aniversário enquanto estava detido, o que teria agravado seu estado emocional.

Apelo por intervenção

A família cobra a libertação imediata de Abukeshek e pede maior envolvimento do governo da Espanha. O ativista nasceu no campo de refugiados de Askar, em Nablus, e vive há anos em Barcelona com a esposa e três filhos.

Além disso, a esposa também defendeu mobilização da sociedade civil, com manifestações em representações diplomáticas israelenses, criticando a atuação do país contra ativistas ligados à causa palestina.

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