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BRB: fraude em 3,5 mil contas de aposentados pode ter causado prejuízo de R$ 5 milhões

Operação da PCDF investiga descontos irregulares em benefícios e mira servidores, associações e outros su

Investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontam que mais de 3,5 mil contas de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal (GDF) podem ter sido alvo de um esquema de fraudes supostamente praticado por servidores do Banco de Brasília (BRB). O prejuízo inicial é estimado em mais de R$ 5 milhões.

Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência BrasíliaBanco BRB
Banco BRB

Na manhã desta terça-feira (23), a PCDF deflagrou a Operação Parasitas para desarticular um esquema de descontos associativos considerados irregulares. Segundo a investigação, associações autorizavam débitos automáticos em benefícios previdenciários sem comprovação da autorização dos titulares. Em diversos casos, as vítimas afirmaram nunca ter consentido com os descontos.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais. As diligências ocorrem em regiões do DF e nas cidades mineiras de Belo Horizonte e Igaratinga, incluindo sedes de associações suspeitas de participação no esquema.

Ex-presidente do BRB pede liberdade ao STF

Paralelamente, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pediu liberdade provisória ao Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa sustenta que ele está preso preventivamente desde abril e tentou colaborar com as investigações, mas afirma que o Ministério Público Federal (MPF) ainda não respondeu formalmente à proposta de delação premiada.

Foto: Divulgação/BRBPaulo Henrique Costa
Paulo Henrique Costa

Segundo o advogado Davi Tangerino, Costa sequer assinou um acordo de confidencialidade, diferentemente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O MPF avalia que as informações oferecidas pelo ex-presidente não acrescentariam elementos relevantes ao caso e não envolveriam confissão de crimes.

A defesa também argumenta que outros investigados, como Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, permanecem em liberdade, mesmo sendo monitorados por tornozeleira eletrônica. Costa segue preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, enquanto aguarda decisão do ministro André Mendonça sobre o pedido.

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