A arrecadação do Governo Federal com impostos, contribuições e outras receitas administrativas atingiu R$ 2,89 trilhões em 2025, considerando os valores corrigidos pela inflação. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pela Receita Federal e apontam um crescimento real de 3,65% em comparação com o montante registrado em 2024.
Segundo o órgão, o desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo avanço da massa salarial, pela manutenção da atividade no setor de serviços e pelo aumento das importações sujeitas à tributação. Esses fatores contribuíram para ampliar a base de arrecadação e fortalecer as receitas administradas pela União ao longo do ano.
A Receita Federal também informou que as chamadas transações tributárias tiveram papel relevante no resultado obtido em 2025. De acordo com o balanço apresentado, esse tipo de negociação respondeu por aproximadamente R$ 9 bilhões em arrecadação, reforçando a entrada de recursos nos cofres públicos.
Do total movimentado pelo Fisco, uma parcela significativa foi destinada à restituição de valores aos contribuintes. Os pagamentos referentes aos lotes do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) somaram R$ 39,4 bilhões, contemplando cerca de 23,8 milhões de restituições efetuadas durante o período analisado.
Além das restituições do Imposto de Renda, a Receita Federal desembolsou R$ 38,2 bilhões relacionados a outros tipos de créditos tributários. Os recursos fazem parte dos procedimentos de devolução de valores reconhecidos administrativamente pelo órgão, conforme previsto na legislação tributária.
O relatório também detalha os repasses realizados a fundos sociais. Ao longo de 2025, foram destinados R$ 221,8 milhões ao Fundo da Criança e do Adolescente e outros R$ 157,2 milhões ao Fundo do Idoso. Os valores são provenientes de mecanismos legais que permitem a destinação de parte dos recursos arrecadados para ações voltadas a esses segmentos da população.
Outro dado apresentado pela Receita Federal refere-se aos chamados créditos glosados, que correspondem a pedidos de restituição, ressarcimento ou compensação recusados após análise técnica. Em 2025, o montante desses créditos alcançou R$ 49 bilhões, valor que representa solicitações consideradas inconsistentes ou sem comprovação suficiente para concessão do benefício fiscal.
No Relatório de Atividades 2025, a Receita Federal atribuiu esse resultado ao aprimoramento dos mecanismos de fiscalização e seleção de créditos tributários. “Com o aprimoramento do processo de seleção do direito creditório foi possível realizar ações de auditoria mais assertivas que resultaram na identificação de inconsistências e glosas de créditos pleiteados em Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação, PER/DCOMP no valor total de R$ 49 bilhões”, afirma o Relatório de Atividades 2025.
Leandro Soares
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