Ex-prefeita Regina Queiroz pode ter simulado o próprio sequestro

Grupos especializados da Polícia Civil do Piauí estão investigando a possibilidade de a ex-prefeita de Madeiro, no Baixo Parnaíba, Regina Queiroz, ter simulado o próprio sequestro, na manhã deste domingo (25), na região. Especula-se na cidade que a simulação seria para beneficiar a candidatura de seu filho, Francisco Almeida (PTC) que disputa a prefeitura como opositor ao prefeito Zé Neto, que é do Partido Progressista (PP).

No início da manhã de ontem, familiares e partidários da ex-prefeita Regina Queiroz comunicaram às autoridades e divulgaram na região que ela tinha sido sequestrada, talvez incentivados pelo fato ocorrido em Porto no dia anterior, sábado (24), quando três bandidos sequestraram o presidente da Câmara Municipal do município, Valter Gomes, que é candidato a prefeito pelo PHS. Acionada, a polícia passou a fazer buscas na região e levantamentos, mas horas depois Regina apareceu.

EXCLUSIVAS

Investigação secreta

A polícia investiga o episódio secretamente e faz levantamentos para saber se teria sido motivado por questão políticas, mas não revela detalhes sobre a versão da suposta sequestrada.

Nasceu de novo

  • Foto: Facebook/Valter GomesValter GomesValter Gomes

Candidato a prefeito de Porto, Valter Gomes, que é presidente da Câmara, disse ontem a este repórter que "nasci de novo".

Momentos de terror

Valter disse que ele e sua mulher, sequestrados da própria residência localizada na rua principal de Porto, ao amanhecer do sábado, viveram horas de terror com pistolas em suas cabeças e um criminoso dizendo a todo o momento que iria matá-los.

Horror na estrada

Durante a viagem de Porto a União, quase 150 quilômetros de distância, Valter Gomes, chamado de "Valtinho", disse que sofreu bastante e nunca imaginou que pudesse escapar.

Terror no canavial

Os bandidos entraram no canavial da Convap e passaram a dizer que ali seria o "fim da linha" para o casal. Neste momento, disse Valter, não teve dúvidas de que os bandidos estourariam sua cabeça.

Valter não tem dúvidas de que a operação era para executá-lo

O presidente da Câmara Municipal de Porto, Valter Gomes, disse ontem em sua residência, em Porto, não ter dúvidas de que a operação realizada pelos três homens que o sequestraram juntamente com sua mulher tinha a finalidade de executá-lo.

Ordem para abortar

Quando estava no canavial da Convap, Valter ouviu os sequestradores falando pelo telefone e o que parecia ser o chefe recebeu uma ordem para abandoná-los, como se algo tivesse dado errado.

Carro de apoio

Valter Gomes percebeu que havia um carro de apoio aos bandidos porque depois que eles decidiram deixá-lo em paz, desapareceram imediatamente.

No próprio carro

Valter e sua esposa foram conduzidos no próprio carro, um Duster branco, de Porto até o canavial da Convap em União.

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Sobre o autor

Bacharel em Direito, Feitosa Costa é jornalista desde 1977 e escreve a Coluna Política & Bastidores. Contato: (86) 98162 1515 / 99987 8114