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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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DHPP indicia músico por assassinato de adolescente na zona sul de Teresina

O relatório de indiciamento foi assinado pelo delegado Jorge Terceiro, nesta sexta-feira (25).

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o relatório do inquérito que investiga o sequestro e assassinato do adolescente Carlos Alexandre Pereira de Sousa, 14 anos, ocorrido em Teresina, e indiciou o músico Reginaldo de Freitas Martins, além de Michael Rodrigues de Freitas, Mateus Vinícius Ribeiro dos Santos, vulgo “Pé de Porco”, e Francisco das Chagas Sousa, vulgo “Rato”, pelo crime de homicídio qualificado. O relatório de indiciamento foi assinado pelo delegado Jorge Terceiro.

As investigações da Polícia Civil, capitaneadas pelo delegado Jorge Terceiro, apontaram que Carlos Alexandre havia desaparecido no dia 26 de maio, na Vila da Guia, zona sudeste de Teresina, e que testemunhas relataram que ele foi abordado em via pública por criminosos que se aproximaram em uma caminhonete modelo Nissan Frontier, de cor prata. Na ocasião, os ocupantes desceram armados e o colocaram dentro do carro, saindo em destino ignorado.

Foto: Reprodução/InstagramReginaldo de Freitas Martins
Reginaldo de Freitas Martins

Cerca de dez dias depois, o corpo do adolescente foi encontrado no dia 4 de junho, em avançado estado de decomposição, no povoado Torrões, zona sul da capital. Ele foi morto com um disparo de arma de fogo na região da cabeça.

Crime foi descortinado

Uma das testemunhas, interrogada no inquérito policial, declinou a participação de cada um dos suspeitos. Mesmo alegando não ter participado do crime, ele narrou com detalhes o que aconteceu no fatídico dia 26 de maio.

Segundo ela, Mateus Vinícius e Michael Rodrigues participaram diretamente do sequestro. Ele contou que ao avistar Carlos Alexandre em via pública, Michael teria dito: “ele é do 15, é pra pegar ele”.

Foto: ReproduçãoCarlos Alexandre Pereira de Sousa
Carlos Alexandre Pereira de Sousa

Os criminosos utilizaram um veículo modelo Nissan Frontier, disponibilizado por Francisco das Chagas, o “Rato”, traficante apontado como liderança da facção no bairro Três Andares, zona sul da cidade. O veículo, por sua vez, pertence ao músico Reginaldo de Freitas.

Envolvimento do músico

Usuário de drogas, o músico Reginaldo de Freitas tinha o costume de deixar o próprio carro “penhorado” na boca de fumo de Francisco das Chagas (“Rato”) para pagamento de dívidas ou para comprar mais entorpecentes. Ele, segundo apontou o relatório final da investigação, tinha ciência de que o automóvel era utilizado em práticas criminosas.

Em poder de Francisco das Chagas, a caminhonete foi cedida aos demais criminosos para práticas delituosas, incluindo o sequestro e assassinato de Carlos Alexandre. Embora não tivesse participação na execução do crime, para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa não restam dúvidas de que ele contribuiu para que a empreitada criminosa tivesse sucesso e, por esse motivo, foi indiciado nos mesmos moldes dos executores diretos do assassinato do adolescente Carlos Alexandre.

Foto: Brunno Suênio/GP1Veículo modelo Nissan Frontier
Veículo modelo Nissan Frontier usado no crime

Vítima foi morta “de graça”

De acordo com informações e declarações coletadas na investigação, o bairro onde a vítima residia é área de forte atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Embora o garoto não tivesse envolvimento com grupos criminosos, a Vila da Guia, local que ele estava visitando, era área de dominação da facção rival Bonde dos 40, razão pela qual ele acabou sendo morto.

Em razão de todo o exposto, a autoridade policial indiciou Reginaldo de Freitas Martins, Michael Rodrigues de Freitas, Mateus Vinícius Ribeiro dos Santos, vulgo “Pé de Porco”, e Francisco das Chagas Sousa, vulgo “Rato”, pelo crime de homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que impediu a defesa da vítima).

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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