Nos últimos dias, a notícia da morte de pacientes da UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), depois de terem sido vítimas de técnicos de enfermagem que aplicavam desinfetante no corpo das pessoas, chocou o país. Logo após a repercussão, a polícia prendeu Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, técnicos responsáveis pela administração do produto. Agora a linha de investigação irá realizar levantamentos acerca de todos os óbitos que foram registrados nos plantões dos técnicos.
De acordo com a polícia, os crimes teriam ocorrido entre os meses de novembro e dezembro de 2025. Apesar de não ter confirmação, a coluna Na Mira, do metrópoles, apurou que no início as investigações ficaram restritas ao Anchieta. No entanto, posteriormente, as apurações vão mirar óbitos registrados durante atuação dos técnicos em outras unidades do Distrito Federal.
De acordo com as informações já apresentadas pela Polícia Civil do Distrito Federal, em alguns casos, Marcos Vinícius injetou doses de um medicamento não prescrito aos pacientes, com o auxílio das técnicas de enfermagem Amanda e Marcela.
Entre as vítimas do crime estão João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. No caso de dona Miranilde, o técnico de enfermagem injetou mais de 10 seringas de desinfetante em seu organismo.
No momento em que o produto de limpeza era aplicado na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase imediatamente. Para fingir que não tinha conhecimento do motivo da parada, Marcos Vinícius realizava massagens de reanimação nos pacientes, enquanto as outras duas profissionais observavam à distância.
A motivação dos crimes ainda é desconhecida e segue como um dos pontos que estão sendo apurados pela equipe de investigação.
Leandro Soares
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