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Economia e Negócios

Paulo Guedes: vacinação em massa vai garantir retorno seguro ao trabalho

"A vacinação em massa é decisiva e um fator crítico de sucesso para o bom desempenho da economia logo à frente", disse Guedes.
Por Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nesta segunda-feira, 25, a vacinação em massa da população brasileira contra a covid-19, o que, segundo ele, irá garantir o retorno seguro ao trabalho. "A vacinação em massa é decisiva e um fator crítico de sucesso para o bom desempenho da economia logo à frente", disse Guedes no início da coletiva dos resultados da arrecadação federal em 2020.

"Um recado que eu deixaria é: primeiro a vacinação em massa. Estamos no país do Oswaldo Cruz (cientista, médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil). Parabéns à Fiocruz, parabéns ao Butantan, parabéns à Anvisa, às Forças Armadas que ajudam na logística da distribuição. E parabéns com louvor aos profissionais de saúde que estão à frente nessa guerra contra a pandemia", afirmou.

"Tem muita gente subindo em cadáveres para fazer política e isso não é bom. A população e os eleitores vão saber diferenciar isso lá na frente. Digo isso para quem estiver assumindo. Estamos em uma situação extraordinariamente difícil e sempre houve essa perspectiva de que a saúde e a economia andam juntas", completou.

O ministro lembrou que entre 10% e 15% da população brasileira são idosos mais vulneráveis à covid-19. "O Brasil está tentando comprar realmente todas as vacinas. A crítica de que teríamos ficado com uma vacina só simplesmente não cabe. Estamos tentando adquirir todas, sou testemunha do esforço logístico que está sendo feito", acrescentou.

Ele citou o exemplo de Israel, que concentrou a vacinação na população idosa. “No Brasil são entre 30 milhões e 40 milhões de pessoas. Se concentrarmos o fogo ali, poderemos derrubar rapidamente a taxa de mortalidade. Espero que todos se cuidem. Saúde e vacinação em massa são fatores críticos de desempenho econômico também”, concluiu.

Guedes cobra do Congresso aprovação de "limpar pauta" para destravar investimentos

Ele também cobrou que as pautas de votação no Congresso sejam destravadas. "Uma série de medidas que foram aprovadas pelo Senado estão paradas na Câmara dos Deputados. E uma série de medidas que foram aprovadas na Câmara estão paradas no Senado. Então é preciso limpar pauta logo na volta do Congresso, destravando o horizonte de investimentos. Isso é crítico e está na nossa frente."

Guedes defendeu o projeto de transformação da economia brasileira em direção a uma economia de mercado, enfatizando a necessidade de acelerar as privatizações e simplificar e reduzir a tributação. "Vamos limpar a pauta. Já está lá todo o destravamento para a nossa retomada. Temos o desafio de transformar a recuperação cíclica baseada em consumo em uma retomada sustentável baseada em investimentos", acrescentou.

Mais uma vez, o ministro prometeu que o governo não vai aumentar impostos. "Houve uma tentativa de aumento de impostos em São Paulo. Nós não aprovamos. Uma das razões para atrasarmos a reforma tributária é não concordarmos com aumento de impostos. Queremos simplificar e reduzir impostos e essa pauta foi travada. Esperamos retomar essa agenda porque o Congresso é reformista."

No ano passado, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) autorizou a redução linear de 20% nos benefícios fiscais concedidos a setores da economia como medida de ajuste fiscal proposta pelo governo Doria. Depois da pressão, o governador recuou e anulou a decisão no caso de alimentos, insumos agrícolas e medicamentos.

Guedes repetiu que a economia brasileira estava começando a decolar quando foi atingida pela pandemia e reforçou que a atividade está se recuperando em "V", com o PIB ligeiramente acima do que estava antes da pandemia na maioria dos setores.

"Em 2020 tivemos recessão maior que as últimas e acredito que nessa semana teremos confirmação de que encerramos o ano perdendo zero emprego. Criamos alguns empregos formais no ano da pior recessão da história brasileira - que veio de fora", projetou. "A economia voltou em 'V' e está de novo à espera das reformas", completou.

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