A conta de luz deverá ficar mais cara neste ano, segundo uma estimativa divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A previsão é de um reajuste médio de 8,6% ao longo de 2026, percentual superior às projeções de inflação do mercado, estimadas em 4,9% para o IPCA e 5,8% para o IGP-M.
De acordo com a Aneel, o aumento será impulsionado principalmente pelos encargos do setor elétrico e outros custos financeiros que compõem a tarifa. Entre os principais fatores está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia subsídios e programas sociais e que deverá responder por cerca de três pontos percentuais do reajuste.
As revisões tarifárias programadas para as distribuidoras de energia em 2026 também contribuirão para a alta. Nesses processos, a agência reavalia investimentos realizados pelas concessionárias, custos que acabam sendo repassados aos consumidores. Entre junho de 2025 e maio de 2026, os subsídios incluídos nas tarifas somaram R$ 55 bilhões.
Apesar da previsão de aumento, consumidores atendidos por 22 distribuidoras localizadas nas áreas da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) poderão ter redução de até 5,8% nas contas de energia. O desconto será viabilizado pela antecipação de pagamentos feitos por empresas geradoras à União, recursos que serão usados para aliviar as tarifas nessas regiões.
A Aneel também analisa mudanças no setor, como a alteração da data de pagamento do Bônus de Itaipu e a criação de uma tarifa fixa para consumidores de baixa tensão. Caso aprovada, a nova cobrança entrará em vigor a partir de 2028 e será destinada a cobrir custos operacionais das distribuidoras.
Lilian Aragão
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