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Economia e Negócios

Economistas preveem Selic mais alta neste ano para controle da inflação

Aumento do juro básico da economia reflete em taxas bancárias mais elevadas.
Por Estadão Conteúdo

Após três semanas de estabilidade, os economistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção para taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2022, de 11,50% para 11,75% ao ano, segundo projeções divulgadas nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central no Relatório de Mercado Focus.

No mês passado, ao elevar a Selic para 9,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou mais uma alta da mesma magnitude em fevereiro, o que levaria a taxa a 10,75%.

O colegiado ainda garantiu que irá perseverar na estratégia de aperto monetário “até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, preocupado com o aumento das projeções de inflação e o risco de descolamento da inflação em prazos mais longos.

O aumento do juro básico da economia reflete em taxas bancárias mais elevadas, embora haja uma defasagem entre a decisão do BC e o encarecimento do crédito (entre seis meses e nove meses). A elevação da taxa de juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos.

No Boletim Focus, o cenário para a taxa básica de juros da economia foi mantido para os anos seguintes. A estimativa do Focus para a taxa Selic no fim de 2023 continuou em 8% e para 2024, ficou em 7%.

Inflação acima da meta

A projeção do índice de inflação oficial de 2022 marcou a sexta semana consecutiva acima do teto da meta (5%), apontando para o segundo ano seguido de rompimento do objetivo a ser perseguido pelo Banco Central.

A projeção continuou em 5,03%, contra 5,00% do teto da meta deste ano. Há um mês, a previsão era de 5,02%.

Isso ocorreu mesmo com a desaceleração da estimativa para 2021, que voltou a indicar um resultado aquém de dois dígitos para o ano passado, cuja taxa será conhecida nesta terça-feira (11).

A mediana passou de 10,01% para 9,99%, mas ainda fica muito distante da banda superior do objetivo inflacionário de 2021 (5,25%) e também é a maior variação dos preços desde 2015 (10,67%). A estimativa era de 10,05% há quatro semanas.

Em prazos mais longos, a expectativa para o IPCA em 2023 passou de 3,41% para 3,36%, enquanto, para 2024, a mediana continuou em 3,00%.

Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,46% e 3,09%, respectivamente. A meta para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 o objetivo é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).

PIB em baixa

O cenário de crescimento econômico do Brasil em 2022 continuou a piorar no boletim. A projeção para expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano minguou de 0,36% para 0,28%. Há um mês, estava em 0,50%. Para 2021, a mediana continuou em 4,50%, de 4,65% há quatro semanas.

Para 2023, a projeção de crescimento também caiu, de 1,80% para 1,70%, de 1,90% há um mês. Para 2024, a estimativa seguiu em 2,00%, mesma taxa de quatro semanas atrás.

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