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Economia e Negócios

Abertura de empregos cai 35% no Brasil e outubro registra pior desempenho desde 2020

No acumulado de 2025, o país soma 1,8 milhão de postos de trabalho criados.

O Brasil abriu 85,1 mil vagas formais de trabalho em outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo positivo resulta de 2,27 milhões de contratações e 2,18 milhões de demissões registradas no período.

O desempenho, porém, representa uma queda de 35% em comparação a outubro de 2024, quando foram criados aproximadamente 131,6 mil empregos com carteira assinada. Trata-se ainda do pior resultado para o mês de outubro desde 2020, ano em que o novo formato do Caged passou a integrar diferentes bases de dados.

Foto: GP1Carteira de Trabalho
Carteira de Trabalho

No acumulado de 2025, o país soma 1,8 milhão de postos de trabalho criados.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu o resultado mais fraco à elevação da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano.
“Venho chamando atenção desde maio para a necessidade de o Banco Central monitorar esse cenário. A economia entraria em desaceleração, e isso tem inibido o ritmo de investimento”, afirmou.

O salário médio de admissão em outubro foi de R$ 2.304,31. Do total de vagas abertas, 67,7% são consideradas empregos típicos e 32,3% não típicos.

Entre os cinco grandes setores da economia, apenas dois tiveram saldo positivo:

Serviços, com 82 mil vagas criadas;

Comércio, com 25,6 mil.

Os demais segmentos registraram perdas:

Indústria: -10 mil;

Agropecuária: -9,9 mil;

Construção: -2,9 mil.

As demissões no agronegócio se concentraram nos cultivos de alho, cana-de-açúcar e laranja. Na indústria, a maior parte dos desligamentos ocorreu na fabricação de açúcar bruto.

Entre os estados, 21 das 27 unidades da federação tiveram saldo positivo. O destaque ficou com:

São Paulo: +18,4 mil vagas;

Distrito Federal: +15,4 mil;

Pernambuco: +10,6 mil.

Na outra ponta, Minas Gerais registrou 4,8 mil demissões e Goiás, 2,3 mil, apresentando os piores desempenhos no mês.

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