O dólar iniciou a segunda-feira (15) em movimento de baixa, refletindo a expectativa dos investidores em relação às definições de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Às 9h08, a moeda norte-americana registrava recuo de 0,34%, sendo negociada a R$ 5,336.
Na última sexta-feira (12), o dólar já havia encerrado o pregão em queda de 0,71%, cotado a R$ 5,354, menor valor desde junho do ano passado. Com isso, acumula perdas de 1,26% em setembro e de 13,37% no acumulado de 2025 frente ao real.
Bolsa de Valores
O Ibovespa, principal índice da B3, inicia as negociações às 10h. No último pregão, o indicador recuou 0,61%, fechando aos 142,2 mil pontos. Apesar da queda, a Bolsa brasileira segue no positivo: acumula alta de 0,6% no mês e de 18,28% no ano.
Expectativa pela “superquarta”
O destaque da semana no mercado financeiro é a chamada “superquarta”, quando são anunciadas simultaneamente as decisões sobre juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, e pelo Federal Reserve (Fed), nos EUA.
Na reunião de julho, o Copom optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano, interrompendo o ciclo de altas. A projeção do mercado é de que essa decisão seja repetida agora.
Nos Estados Unidos, a taxa de referência está entre 4,25% e 4,5% ao ano. Analistas apostam majoritariamente em corte nesta quarta-feira (17), restando a dúvida apenas sobre a intensidade: 0,25 ou 0,5 ponto percentual.
China em foco
No cenário internacional, dados divulgados pela China reforçaram sinais de desaceleração da economia. As vendas no varejo recuaram 3,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2024, ficando abaixo das projeções de 3,9%. Já a produção industrial avançou 5,2%, menor ritmo de expansão em um ano.
A combinação de incertezas externas e expectativa pelas decisões de juros promete marcar a volatilidade dos mercados nesta semana.
Carolina Matta
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