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Economia e Negócios

Inadimplência de pessoas físicas no Brasil atinge 71 milhões de consumidores, aponta SPC

Número de devedores subiu 9,20% em agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024.

O Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, divulgado no dia 15 de setembro pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), revelou que o número de consumidores brasileiros com contas em atraso subiu 9,20% em agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. A variação mensal teve alta de 0,71% em relação a julho deste ano.

Segundo o levantamento, em agosto deste ano o Brasil registrou 71,78 milhões de consumidores inadimplentes, o que corresponde a 43,13% da população adulta do país.

Foto: José Cruz/Agência BrasilDinheiro em espécie
Dinheiro em espécie

A alta no número de devedores está relacionada, sobretudo, com débitos com tempo de atraso de três a quatro anos, que tiveram crescimento de 39,69%. A participação no total de negativados é maior para as dívidas de um a três anos, que correspondem a 36,19% do total. O tempo médio de atraso é de 28,4 meses.

Devedores por região, faixa etária e gênero

A região Centro-Oeste concentrou o maior aumento anual de devedores, com 9,10%, seguida por Sudeste (8,63%), Norte (8,08%), Nordeste (7,64%) e Sul (5,37%). O levantamento também destaca que a maior concentração de inadimplentes está na faixa etária de 30 a 39 anos, com 17,67 milhões de pessoas, o equivalente a 52,07% da população nessa faixa.

De acordo com o estudo, do total de devedores, 51,12% são mulheres e 48,88% homens.

Setor das dívidas

Ainda conforme os dados divulgados, o setor bancário permanece como o principal detentor de dívidas em atraso, correspondendo por 66,52% do total. Em seguida, aparecem água e luz (10,15%), comércio (9,34%) e outros (8,25%).

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