A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) que irá reduzir até 6 mil postos de trabalho em todo o mundo. A medida ocorre em meio à desaceleração nas vendas e à menor demanda por cerveja em diferentes mercados. O corte pode representar cerca de 7% do total de funcionários da companhia globalmente.
Além das demissões imediatas, a empresa informou que pretende adotar um programa de aumento de produtividade ao longo dos próximos dois anos, o que poderá resultar em uma redução adicional no quadro, estimada entre 5 mil e 6 mil vagas. Segundo o diretor financeiro, Harold van den Broek, a reestruturação tem como objetivo tornar as operações mais eficientes e liberar recursos para investimentos em crescimento.
Para 2026, a projeção é de avanço no lucro entre 2% e 6%, percentual inferior ao intervalo estimado para 2025, que variava de 4% a 8%. Apesar do cenário mais cauteloso, a companhia registrou alta de 4,4% no lucro operacional em 2025, superando as expectativas iniciais.
No terceiro trimestre do ano passado, a Heineken já havia apontado retração nas vendas de cerveja, com queda global de 4,3% entre julho e setembro de 2025. No Brasil, o recuo foi ainda mais acentuado, ultrapassando dois dígitos. No mesmo período, a receita total caiu 1,4%, para 8,7 bilhões de euros, enquanto a receita líquida recuou 0,3%, somando 7,3 bilhões de euros. Nas Américas, os volumes de cerveja diminuíram 7,4%, influenciados por um consumo mais moderado e por incertezas comerciais, sobretudo nos Estados Unidos. Parte das perdas foi compensada por desempenho positivo em regiões como África, Oriente Médio e alguns países asiáticos.
Rodrigo Mendes
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