A conta de energia elétrica no Brasil deve subir, em média, 8% em 2026, segundo projeção apresentada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa. O índice previsto é superior à estimativa de inflação medida pelo IPCA, conforme dados do Boletim Focus do Banco Central.
O cenário ocorre em um contexto de reajustes recentes em diferentes distribuidoras. No início do ano, consumidores atendidos pela Roraima Energia tiveram aumento médio superior a 24%. Em seguida, foram aprovados reajustes de 8,6% para clientes da Light e de 15,6% para usuários da Enel Rio, dentro do processo periódico de revisão tarifária.
De acordo com a Aneel, o principal fator para a elevação das tarifas é o crescimento dos encargos setoriais, especialmente os vinculados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Esse fundo é financiado pelos próprios consumidores e utilizado para custear subsídios e políticas públicas do setor elétrico.
Dados da agência indicam que esses encargos têm crescido em ritmo superior ao da inflação. Entre 2011 e 2026, a alta acumulada pode se aproximar de 300%, enquanto a tarifa média de distribuição teria aumento de cerca de 158% no mesmo período.
A estimativa para 2026 considera custos relacionados à geração, transmissão, encargos e ajustes financeiros aplicados nas revisões tarifárias. O percentual projetado, no entanto, pode variar ao longo do ano, conforme condições hidrológicas, revisões contratuais e decisões regulatórias envolvendo as concessionárias.
Davi Fernandes
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