A taxa de desemprego no Brasil voltou a registrar alta e atingiu 5,8% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
De acordo com o levantamento, cerca de 6,3 milhões de brasileiros estavam em busca de trabalho no período analisado. O número representa um aumento de 8% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a mais 471 mil pessoas procurando emprego.
Apesar da alta trimestral, o IBGE destacou que, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 11,3% no número de desempregados, o que corresponde a 809 mil pessoas a menos sem ocupação.
A pesquisa também mostrou uma leve queda no total de trabalhadores ocupados no país. Atualmente, o Brasil possui cerca de 102,3 milhões de pessoas empregadas, número 0,3% menor em relação ao trimestre anterior, representando menos 338 mil trabalhadores. Ainda assim, o contingente é 1,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os setores que apresentaram crescimento no número de ocupados estão as áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que registraram aumento de 3,3%, com mais 425 mil trabalhadores. Já o setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais teve crescimento de 4,2%, com acréscimo de 766 mil pessoas ocupadas.
Por outro lado, o segmento de serviços domésticos apresentou retração de 4,7%, com redução de aproximadamente 268 mil trabalhadores.
A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O índice apresentou leve recuo em relação ao trimestre anterior, quando estava em 37,5%.
O levantamento aponta ainda que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 39,3 milhões. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,3 milhões, também sem variações significativas.
Os trabalhadores por conta própria permaneceram em cerca de 26 milhões no trimestre, mas registraram crescimento de 2,3% na comparação anual, com aumento de aproximadamente 580 mil pessoas.
Em relação aos rendimentos, a massa salarial do país atingiu R$ 377 bilhões, mantendo o maior patamar da série histórica. O valor ficou estável no trimestre e apresentou crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.732, mantendo estabilidade na comparação trimestral e alta de 5,3% no acumulado de um ano, já descontada a inflação.
Wanessa Gommes
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