Após a insatisfação do MDB dentro da base aliada do governador Rafael Fonteles (PT), diante de especulações de que deputados da sigla estariam em conversas para migrar para o Partido dos Trabalhadores, lideranças petistas ouvidas pelo GP1 descartaram qualquer movimento para atrair parlamentares emedebistas e afirmaram que não há tratativas em andamento.
Segundo o PT, os rumores sobre convites a deputados do MDB não passam de especulações, já que o PT considera sua chapa praticamente fechada para a próxima eleição. A sigla busca apenas nomes femininos com potencial eleitoral para robustecer a nominata e, inclusive, possui uma “fila de espera” de interessados em ingressar no partido.
As lideranças petistas afirmaram que não há espaço para acomodar novos parlamentares e argumentaram que qualquer nome a ser cotado na sigla deve passar por reunião da executiva estadual.
Entre os nomes citados nas especulações estavam Carlos Augusto, Vanessa Tapety e Ziza Carvalho, todos do MDB. A cúpula do partido negou qualquer possibilidade de saída. Carlos Augusto seria descartado de uma possível mudança por conta de seu eleitorado evangélico; Vanessa Tapety, por manter vínculo histórico e familiar com o MDB; e Ziza Carvalho avaliou que tem melhores condições de reeleição permanecendo na sigla.
João Mádison revela insatisfação
Apesar disso, o líder do MDB na Assembleia Legislativa, deputado João Mádison, demonstrou preocupação com a movimentação nos bastidores da base governista. Ele defendeu que o partido não pode ser prejudicado por ações de legendas aliadas e cobrou equilíbrio interno para evitar que um grupo se fortaleça às custas de outro.
Para Mádison, a prioridade do MDB deve ser consolidar sua própria chapa e evitar disputas que comprometam a unidade do bloco que sustenta o governo Rafael Fonteles.
Davi Fernandes
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