O impasse entre MDB e PT ganhou novos contornos após lideranças emedebistas cobrarem uma intervenção do governador Rafael Fonteles para conter as movimentações internas que, segundo o partido, podem levar deputados da sigla a migrarem para o lado petista nas eleições de 2026. A pressão aumentou depois que circulou a possibilidade de o PT atrair nomes da chapa proporcional do MDB, o que, na avaliação dos emedebistas, poderia desequilibrar a disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Piauí.
Após a cobrança pública, o PT negou qualquer tentativa de aliciar parlamentares do MDB e afirmou que não há articulação para ampliar a bancada a partir de convites a deputados aliados. Segundo a direção petista, as especulações não procedem porque o partido já está praticamente definida, restando apenas a busca por nomes femininos com potencial eleitoral. A sigla, inclusive, afirma ter uma “fila de espera” de interessados em ingressar no partido.
Mesmo com o desmentido, o MDB não esconde o desconforto e começou a discutir medidas internas para evitar que parlamentares deixem a chapa proporcional rumo ao PT. A sigla avalia que, apesar da aliança estadual, é necessário preservar um equilíbrio entre as chapas para impedir que a disputa interna comprometa o desempenho eleitoral em 2026. A preocupação aumentou diante do entendimento de que o PT se tornou mais atrativo para quem busca reeleição, já que a sigla tem maior chance de eleger deputados com votações menores.
Nos bastidores, tanto emedebistas quanto petistas reconhecem que cada deputado analisa individualmente onde encontra melhores condições para renovar o mandato, o que alimenta o clima de tensão. O PT, por sua vez, admite que trabalha para ampliar sua presença na Alepi e mira formar a maior bancada da próxima legislatura, com a expectativa de conquistar entre 15 e 16 cadeiras.
Davi Fernandes
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