O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado estadual Francisco Limma (PT), afirmou nesta quarta-feira (20) que o Partido dos Trabalhadores pode restringir novas filiações diante da possibilidade de redução de vagas na Casa Legislativa para as eleições de 2026.
Segundo Limma, a prioridade do partido deve ser dada aos atuais mandatários e àqueles que já possuem histórico de candidatura na sigla. O deputado explicou que o cenário eleitoral exige cautela, uma vez que a diminuição de vagas impacta diretamente a composição da chapa.
“Nós estamos, nesse momento, diante de uma situação em que vai acontecer uma redução das vagas no Congresso, consequentemente, na Assembleia Legislativa. Se não houver nenhuma alteração, nós já temos, com os atuais nomes mandatários, que têm prioridade para a candidatura, um número suficiente. Então, estou sendo prático aqui, nós não vamos criar uma crise interna por conta disso. E, claro, se o partido tiver que priorizar, ele vai priorizar quem já está nas suas fileiras da militância, quem já tem um mandato ou já foi candidato, são critérios que o partido tem. Essa é a minha impressão pessoal. Agora, a instância partidária irá avaliar sobre as novas filiações”, disse o deputado.
O parlamentar acrescentou que se a redução de vagas for confirmada, dificilmente novas lideranças serão filiadas ao PT nesse contexto. Limma pontuou que cabe ao partido avaliar a situação e decidir os rumos da composição eleitoral.
“Quem escolhe as candidaturas ou as pré-candidaturas são as instâncias partidárias. Então, não é um voto meramente matemático, são escolhas. Portanto, isso é uma coisa também que tem que acontecer antes dos prazos que a lei eleitoral trabalha. Eu acredito que dificilmente novas pessoas irão se filiar ao PT na atual conjuntura se permanecer a redução das vagas, inclusive para a Assembleia”, destacou Limma.
Caroline Vitorino
Davi Fernandes
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