Ainda articulando uma compensação para o vice-governador Themístocles Filho pela perda do cargo, o MDB almeja que o partido e o grupo político do ex-presidente da Assembleia Legislativa sejam contemplados com uma secretaria robusta no segundo mandato do governador Rafael Fonteles. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (29) ao GP1 pelo presidente estadual do MDB, senador Marcelo Castro.
Ao ser questionado como está indo a articulação de compensação para Themístocles Filho, o senador respondeu que as expectativas estão sendo as melhores possíveis e afirmou que o núcleo emedebista espera uma secretaria forte para abrigar o grupo político do vice-governador e o próprio MDB.
“As melhores possíveis [as expectativas de compensação], uma secretaria forte, empoderada, que compense o partido, porque não é só o Themístocles, é o partido. O partido ocupava dois cargos na majoritária, o cargo de senador e de vice-governador. O PT ocupa dois cargos, um de governador e um de senador. O PSD ocupa um cargo, que é a suplente de senador. O Júlio César vai ser agora candidato a senador. Então, na nossa concepção, estava havendo um bom equilíbrio. O MDB tem dois cargos, o PT tem dois cargos, um governador e um senador, e o PSD tem dois cargos, tem senador e está lutando pelo outro. O PT entendeu que não, que o PT precisaria desse cargo de vice para dar continuidade aos projetos do PT, que vem de muito tempo, e aí o MDB teve que aceitar essa dura realidade”, declarou Marcelo Castro.
O presidente do MDB ainda avaliou que a sigla perde um espaço muito importante, que fragiliza o partido numa eventual possibilidade de assumir o Governo do Piauí no futuro, caso ocorra renúncia de Rafael Fonteles para disputar outro cargo.
“Então, estamos perdendo um espaço importantíssimo no quadro majoritário, sobretudo o vice é importante no segundo mandato, porque no segundo mandato, se o governador for disputar algum cargo, renunciando ao mandato, quem assume o vice, sendo do MDB em um período de eleição. Então, o partido iria fazer uma eleição tendo um governador seu. Então, é um espaço importante que o partido perde. Como é que se resolve isso? Dando outra compensação ao partido e ao grupo político do vice-governador”, finalizou o senador.
Caroline Vitorino
Davi Fernandes
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