O médico Vinícius Dias (PT) afirmou, em entrevista ao GP1, nesta quarta-feira (1º), que está "empolgado" para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), após a decisão do deputado Oliveira Neto (PT) de não concorrer à reeleição anunciada pelo presidente do partido, Fábio Novo, nessa terça (31).
Segundo Vinícius, que é filho do ministro Wellington Dias, sua disposição em participar do processo político vem sendo construída ao longo do tempo. “Me coloco à disposição do partido, assim como tinha me colocado já desde o ano passado, ainda no começo do ano. É claro que existem algumas tratativas, existe um caminho a se seguir para poder participar. Estou aqui muito animado, muito empolgado. Vi durante muitos anos esse bastidor de pré-campanhas e estou aqui agora à disposição mais uma vez”, declarou.
Ele também respondeu às críticas de que ainda não é um nome conhecido na política e de que estaria se sustentando no sobrenome do pai. “De fato, eu sou uma pessoa muito discreta, eu gosto muito de ficar um pouco no bastidor, até então muito ligado ao meu plantãozinho de emergência, que é o que eu mais gosto, é onde eu me especializei, é onde eu estudei, é onde eu dediquei boa parte da minha carreira médica, mas sempre com o sonho de ajudar e participar mais ativamente de causas sociais. E eu creio que dessa essência que eu adquiri da medicina eu também possa trazer para a política esse olhar, esse cuidado ao que já vem do meu DNA, que eu já senti desde cedo. E agora, de fato, batalhando por coisas maiores, por um contexto mais público do que algo mais individualizado”, completou.
Sobre a possibilidade de ocupar a vaga de vice na chapa do governador Rafael Fonteles, que chegou a ser ventilada nos bastidores, Vinícius disse que nunca houve um pedido por parte dele. “Não houve nenhuma articulação para isso, na verdade. Houve um movimento de algumas pessoas que de fato têm grande afeição pelo meu pai, mas nunca foi um pedido meu pessoal e gosto muito dessa construção de baixo para cima”, pontuou.
“Estou aqui à disposição do povo. Na verdade, eu tenho que conseguir esse voto, conseguir essa confiança, que é algo que a gente consegue também no dia a dia, na urgência. A gente tem pouco tempo para fazer, então é algo com o qual eu já estou acostumado. Acredito que posso, sim, fazer parte desse grupo, do Partido dos Trabalhadores, que é um partido do qual eu tenho um grande carinho. Desde que eu era garoto, eu via situações difíceis, como na minha própria família, com minha irmã com deficiência, e as dificuldades para conseguir assistência mesmo no âmbito privado”, concluiu.
Caroline Vitorino
Wanessa Gommes
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