O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Francisco Limma, descartou que a movimentação política do médico Vinícius Dias esteja provocando atritos internos no Partido dos Trabalhadores. Em declaração ao GP1, o parlamentar avaliou que a entrada do filho do ministro Wellington Dias na disputa eleitoral pode contribuir para ampliar a votação da legenda nas eleições deste ano.
Segundo Francisco Limma, a busca por apoios faz parte do processo eleitoral e ocorre naturalmente dentro das articulações partidárias. O deputado afirmou que Vinícius Dias vem intensificando conversas com lideranças e ampliando alianças políticas em diferentes regiões. “Acho que pode ajudar a aumentar a votação e eu espero que de fato aumente. Isso é normal, quem sai por último. Na fila tem que dar passos mais largos. Acho que o Vinicius está se movimentando bem no sentido de buscar os apoios. Então, tendo a referência do nosso líder maior, que é o Wellington Dias, então certamente esses conflitos são parte da eleição”, declarou o parlamentar.
Vinícius Dias nega ataque a bases de aliados
Em maio deste ano, Vinícius Dias negou que esteja ocupando espaços políticos de aliados da própria base governista. Durante entrevista ao GP1, o pré-candidato afirmou que não possui intenção de prejudicar outros nomes do grupo político e disse que os apoios recebidos até agora vieram, em grande parte, de lideranças que ainda não haviam declarado apoio público a nenhum pré-candidato do partido.
“Não estou atacando a base de ninguém. Tenho recebido muitos apoios, tenho buscado, inclusive, pequenas lideranças, líderes de associações, líderes de bairros, líderes de sindicatos, pessoas que não estavam ainda declaradamente apoiando ninguém. E havia pessoas que não estão mais acompanhando outros pré-candidatos e quiseram se somar”, afirmou Vinícius Dias ao comentar o avanço de sua pré-campanha dentro do PT.
O médico também declarou que sua estratégia política não tem como objetivo enfraquecer outros integrantes da chapa proporcional do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, a proposta é desenvolver uma campanha voltada à construção de unidade dentro do grupo político aliado. “A minha campanha não tem nenhum objetivo de enfraquecer nenhum pré-candidato da chapa, mas de montar uma campanha positiva, para frente, para que o nosso grupo seja unido e vitorioso, porque creio nas minhas pautas, creio no meu projeto”, concluiu o pré-candidato.
Davi Fernandes
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