As autoridades francesas prenderam cinco pessoas suspeitas de envolvimento no roubo de joias ocorrido no Museu do Louvre, em Paris. As detenções foram realizadas simultaneamente no 16º distrito da capital e na região de Seine-Saint-Denis, na noite de quarta-feira (29), conforme informou a procuradora de Paris, Laure Beccuau. Entre os detidos, está um homem apontado como um dos autores diretos do crime, identificado após a descoberta de vestígios de DNA que o ligam ao local do roubo.
De acordo com Beccuau, os outros quatro detidos poderão ajudar a esclarecer como o assalto foi planejado e executado. As autoridades, contudo, ainda não conseguiram recuperar as joias roubadas, avaliadas em cerca de 88 milhões de euros, valor que, segundo especialistas, representa apenas uma fração de sua importância histórica e cultural. A investigação segue sob responsabilidade da Brigada de Repressão ao Crime Organizado e do Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais.
As prisões ocorreram poucos dias depois de outros dois homens serem formalmente acusados de roubo organizado e conspiração criminosa. Ambos, com cerca de 30 anos, admitiram parcialmente participação no crime e seguem em prisão preventiva. Um deles foi detido ao tentar deixar o país pelo Aeroporto Charles de Gaulle; o outro, nas proximidades de sua casa, em Aubervilliers. Amostras de DNA encontrados em vitrines quebradas e em motocicletas usadas na fuga reforçaram o elo entre os suspeitos e o assalto.
Embora as autoridades descartem, até o momento, a hipótese de cumplicidade interna no museu, os investigadores acreditam que o grupo responsável pelo roubo possa ser maior do que o inicialmente identificado.
Caroline Vitorino
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