O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu cancelar as iniciativas diplomáticas com a Venezuela e determinou que seu enviado especial, Richard Grenell, interrompa quaisquer esforços de negociação. A informação foi divulgada nesta terça-feira (7) pelo The New York Times.
De acordo com a publicação, a decisão presidencial coloca fim às tratativas que Grenell vinha conduzindo com o governo venezuelano, que tinham como objetivo explorar possíveis acordos bilaterais. A ordem foi comunicada diretamente pelo presidente e passa a valer imediatamente, representando uma mudança significativa na postura da Casa Branca em relação ao país sul-americano.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm presença militar considerável na região do Caribe, com mais de oito navios de guerra, um submarino de ataque rápido de propulsão nuclear e cerca de 4.500 militares, oficialmente sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Por sua vez, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, afirma que tais operações visam promover uma mudança de regime e impor governos aliados aos EUA em seu país.
Desde agosto, as forças americanas destruíram pelo menos cinco embarcações ligadas ao tráfico de drogas, segundo Washington. Trump também caracterizou a situação como um “conflito armado não internacional” com cartéis de drogas, utilizando este argumento para justificar os ataques realizados na região.
Rodrigo Mendes
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