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Nicolás Maduro pede “prontidão” dos venezuelanos para luta armada após chegada de porta-aviões dos EUA

O cenário surge em um contexto marcado pela ameaça crescente representada pelo destacamento militar dos E

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, ordenou na última terça-feira (11) a criação de comandos de defesa abrangentes, com o objetivo de reunir cidadãos, militares e funcionários públicos para estarem “preparados” em caso de uma “luta armada”. A medida surge em um contexto de tensão crescente, marcado pela presença de destacamentos militares dos Estados Unidos no Mar do Caribe, próximos ao território venezuelano.

Maduro anunciou a determinação ao sancionar a Lei do Comando para a Defesa Integral da Nação, aprovada no mesmo dia pela Assembleia Nacional, controlada pelo chavismo. A norma define os objetivos, características e funções desses comandos.

Foto: Reprodução/Instagram

Nicolás Maduro
Nicolás Maduro

“A ordem deve ser acionada para que os comandos de defesa abrangentes sejam estabelecidos, estruturados e comecem a funcionar, para estarmos preparados caso nós, como república e como povo, tenhamos que nos engajar em uma luta armada para defender este patrimônio sagrado dos libertadores. Devemos estar prontos para vencer, para triunfar, através do patriotismo e da coragem”, declarou Maduro.

Segundo o ditador, diante das “ameaças externas”, a capacidade das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) foi reforçada para enfrentar “qualquer cenário”, e “todo o país foi preparado em perfeita fusão popular-militar-policial”. O objetivo, segundo ele, é “estar pronto, disposto e preparado” para “passar da luta desarmada para a luta armada libertadora e vitoriosa”.

Maduro também afirmou que mais de oito milhões de venezuelanos já se alistaram na Milícia Bolivariana, e que estão sendo realizados treinamentos em técnicas militares e operações da FANB em todos os estados do país.

Os Estados Unidos mantêm presença militar no Caribe desde agosto deste ano, oficialmente com o propósito de combater o narcotráfico — porém, o governo de Caracas insiste que se trata de uma ameaça à soberania venezuelana.

Com colaboração da repórter Lilian Aragão

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