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Criança brasileira tem dedos decepados por alunos em escola de Portugal

A mãe do garoto informou que esta não é a primeira vez que seu filho sofre agressões no colégio.

Uma criança brasileira de nove anos teve dois dedos decepados em uma escola de Cinfães, em Portugal. A violência foi realizada por dois colegas na última segunda-feira (10). A mãe da vítima, Nívia Estevam, conta que a agressão ocorreu quando seu filho tinha acabado de entrar no banheiro e os outros estudantes fecharam propositalmente a porta sobre seus dedos e pressionaram até amputá-los.

A agressão ocorreu na Escola Básica de Fonte Coberta. A mãe do garoto informou que esta não é a primeira vez que seu filho sofre agressões no colégio e denuncia que membros da instituição tentaram "minimizar" o ocorrido.

Foto: Reprodução/ Instagram

Criança brasileira é vítima de agressões em escola de Portugal
Criança brasileira é vítima de agressões em escola de Portugal

A mãe da criança informou que recebeu uma ligação da professora da turma, que disse que o menino “estava brincando” com os amigos e “amassou o dedo na porta”. Mas, ao fundo da chamada ela escutou alguém pedindo para que chamassem uma ambulância e foi direto ao colégio que ficava a menos de cinco minutos de sua casa.

Quando chegou na escola, ela conta que encontrou seu filho gritando de dor, com a mão enfaixada e uma atadura na boca, para morder em razão da forte dor. Cerca de 30 minutos depois, os bombeiros chegaram à escola. Um dos responsáveis do colégio guardou um dos pedaços amputados e o entregou aos paramédicos. O menino passou por cirurgia, porém não foi possível recoloca-los.

A mãe do menino relatou outros casos de agressão. Em um deles, a criança apareceu com as veias estouradas no pescoço. “Eles prenderam meu filho contra a parede e estouraram as veias, deixando marcas roxas”, diz. Quando reclamou, a professora afirmou que conversaria com os alunos. Nívia diz que o filho é alvo de xenofobia por ser brasileiro.

As autoridades foram acionadas para esclarecer o caso. A escola afirma que tudo não passou de uma brincadeira e nega que a criança tenha sido vítima de bullying.

Com colaboração da repórter Lilian Aragão

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