Nesta segunda-feira (17), a ex-premiê de Bangladesh, Sheikh Hasina, foi condenada à morte por crimes contra a humanidade, após ter sido considerada culpada de ordenar uma repressão violenta contra manifestações de estudantes em 2024.
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de 1,4 mil pessoas podem ter sido mortas durante as manifestações que ocorreram entre 15 de julho e 5 de agosto. Ainda segundo o documento, a maioria dos disparos partiu das forças de segurança. O caso foi considerado o episódio de maior violência no país desde a guerra de independência, em 1971.
“Todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade estão reunidos. Decidimos impor uma única pena, a pena de morte”, afirmou o juiz do caso, Golam Mortuza Mozumder.
A ex-premiê, que fugiu para a Índia em agosto de 2024, afirmou que a sentença foi motivada por interesse político. Além disso, ela disse que não teve acesso à ampla defesa. Para ela, as ações do seu governo não caracterizam um ataque premeditado contra cidadãos. Hasina enfatizou ainda que pretende enfrentar os acusadores em um tribunal adequado, “onde as provas possam ser avaliadas e examinadas de forma justa”.
Eleições parlamentares em 2026
Em fevereiro de 2026, devem acontecer as eleições parlamentares no país. O partido da ex-premiê, a Liga Awami, foi impedido de concorrer, o que gerou preocupação de que o veredito possa alimentar novas revoltas populares.
Francielle Barroso
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