Jornalistas argentinos da emissora C5N ficaram detidos por várias horas na Venezuela e foram obrigados a deixar o país na madrugada desta quarta-feira (10). A informação é do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP). O clima no país, liderado pelo ditador chavista Nicolás Maduro, é de tensão.
De acordo com o Sindicato, os profissionais tiveram os passaportes retidos ao chegarem ao Aeroporto Internacional de Maiquetía e foram informados de que não tinham autorização para entrar no território venezuelano.
Foto: Reprodução/Instagram
O grupo permaneceu cerca de duas horas na área de migração do aeroporto. Após entregar a documentação, os jornalistas foram fotografados e submetidos a uma espécie de interrogatório antes de serem informados de que não poderiam entrar no país. A equipe era composta pelos jornalistas Adrián Salonia e Nicolás Munafó, além do cameraman Fabián Solís.
A emissora C5N divulgou um vídeo em que Salonia descreve o interrogatório. No relato, ele afirma que as autoridades fizeram “dezenas de perguntas” antes de comunicar que a equipe não tinha “ingresso permitido” no país. De acordo com o jornalista, os três foram conduzidos para outro avião com destino à Bolívia, onde aguardavam novo embarque para retornar a Buenos Aires.
“Fomos expulsos rapidamente e sem nenhuma explicação”, disse Salonia.
Lilian Aragão
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