A Rússia voltou a declarar apoio à China neste domingo (28) diante de um eventual conflito envolvendo Taiwan. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, afirmou que Moscou reconhece a soberania e a integridade territorial chinesas e que se posicionaria ao lado de Pequim em uma crise relacionada à ilha, que se autogoverna há décadas.
Em entrevista à agência estatal Tass, Lavrov disse que a postura russa está prevista no Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação firmado entre os dois países em 2001. Segundo ele, o acordo estabelece como princípio central o apoio mútuo na defesa da unidade nacional e do território de cada nação.
"Em relação a uma possível escalada das tensões no Estreito de Taiwan, o procedimento para lidar com tais situações está delineado no Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação com a China de 16 de julho de 2001 (...), no qual um dos princípios fundamentais consagrados neste documento é o apoio mútuo na proteção da unidade nacional e da integridade territorial", aifrmou.
O chanceler reforçou que o governo de Vladimir Putin, aliado do líder chinês Xi Jinping, rejeita qualquer iniciativa de independência de Taiwan e considera a ilha parte integrante da China. Lavrov também responsabilizou países ocidentais pelo aumento das tensões no Estreito de Taiwan, afirmando que a região estaria sendo explorada com fins estratégicos e econômicos.
De acordo com ele, Taiwan estaria sendo utilizada como instrumento de contenção militar contra a China, além de despertar interesses comerciais ligados ao acesso a recursos financeiros e tecnológicos. Sem citar diretamente, a declaração foi interpretada como uma crítica aos Estados Unidos. Lavrov ainda acusou Washington de fornecer armamentos à ilha, alegando que armas norte-americanas são vendidas a Taiwan a preços elevados.
Rodrigo Mendes
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