A China anunciou nesta quinta-feira (10) que irá reduzir o número de filmes americanos exibidos no país. A medida foi adotada como resposta direta às tarifas de 125% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses, conforme decisão do ex-presidente Donald Trump.
“Seguiremos os princípios de mercado, respeitaremos as preferências do público e reduziremos moderadamente o volume de importações de filmes americanos”, afirmou a Administração de Cinema da China em um comunicado oficial.
Segundo maior mercado cinematográfico do mundo, a China já limita o número de filmes estrangeiros por meio de um sistema de cotas, permitindo a exibição de aproximadamente 35 títulos por ano — a maioria deles produzidos nos Estados Unidos. A nova medida tende a reduzir ainda mais essa quantidade, intensificando as tensões comerciais entre as duas potências.
Outros países
Também nesta quinta-feira (10), a União Europeia anunciou a suspensão, por 90 dias, das tarifas retaliatórias de 25% contra os Estados Unidos. A decisão foi tomada após Donald Trump recuar parcialmente do pacote de aumento de tarifas anunciado anteriormente. O gesto representa uma trégua temporária nas disputas comerciais entre os dois lados do Atlântico, abrindo caminho para novas negociações entre Washington e Bruxelas.
De acordo com a Comissão Europeia, as sanções europeias estavam prestes a atingir uma variedade de produtos norte-americanos, incluindo soja, carne, suco de laranja, motocicletas e itens do setor de cosméticos. A suspensão, segundo a Comissão, é vista como uma oportunidade de diálogo e de busca por um entendimento diplomático.
Caroline Vitorino
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