O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos confirmou que o ex-diretor do FBI, James Comey, se tornou alvo de uma investigação federal nesta semana após publicar uma mensagem em sua rede social considerada por autoridades e aliados do presidente Donald Trump como uma possível ameaça de morte contra o atual chefe da Casa Branca.
A publicação era uma foto de conchas em uma praia formando a sequência numérica “8647”. O número rapidamente chamou atenção de membros do governo e de apoiadores de Trump, que a interpretaram como uma referência ao atual presidente, o 47º a ocupar o cargo, e ao termo “eighty-six”, expressão em inglês usada informalmente para indicar a ideia de “eliminar” ou “se livrar de” algo ou alguém. O post foi removido pouco depois, mas já havia causado forte reação em Washington.
Autoridades do governo, bem como aliados do presidente acusaram publicamente Comey de sugerir um atentado contra a vida de Trump. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, comentou na rede social X que “O ex-diretor do FBI James Comey acaba de pedir o assassinato do presidente Trump”, escreveu. O Serviço Secreto, órgão responsável pela proteção do presidente, divulgou nota afirmando que qualquer postagem que possa ser interpretada como ameaça aos protegidos é investigada de forma rigorosa.
O atual diretor do FBI, Kash Patel, garantiu que o órgão está pronto para dar todo o suporte necessário ao Serviço Secreto na apuração dos fatos. Contundo, James Comey negou ter tido qualquer intenção de ameaça. “Eu não sabia que algumas pessoas associam isso à violência. Não foi o que pensei quando vi, mas sou contra a violência em todas as circunstâncias, então retirei a publicação”, explicou em nota. Ele afirmou ainda que imaginava que o número “8647” pudesse ser interpretado apenas como uma mensagem política. James Comey foi nomeado diretor do FBI durante o governo de Barack Obama, em 2013, e demitido por Trump em 2017.
O presidente Trump já havia sido alvo de duas tentativas de assassinato desde o início da campanha eleitoral de 2024. Em julho, durante um comício na Pensilvânia, o presidente foi atingido de raspão por um tiro, e o agressor foi morto por agentes do Serviço Secreto. Meses depois, outra tentativa foi frustrada na Flórida, próximo à residência oficial de Trump.
Francielle Barroso
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