Nesse domingo (13), o senador republicano Lindsey Graham afirmou durante entrevista ao programa Face the Nation with Margaret Brennan, da emissora americana CBS, que o Brasil pode sofrer sanções dos Estados Unidos, em breve, por "sustentar a máquina de guerra de Putin".
Ao lado de China e Índia, o Brasil integra uma lista de países que compram petróleo e outros produtos da Rússia. O congressista americano afirma que "esse dinheiro é usado por Putin para prosseguir com a guerra" na Ucrânia.
Um megapacote de sanções está sendo preparado com apoio bipartidário contra o regime de Vladimir Putin. Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia sinalizado que poderia apoiar a medida, diante da recusa de Moscou em negociar o fim do conflito.
Depois de diversas tentativas do presidente norte-americano de negociar diretamente com Putin, o senador Lindsey Graham descreveu o pacote de sanções como “um ponto de virada” na invasão à Ucrânia.
O republicano afirma que o projeto de lei daria ao presidente a capacidade de impor tarifas de até 500% a qualquer país que ajudasse a Rússia. Ele acrescenta que Trump teria liberdade para aumentar ou reduzir essas tarifas, conforme sua avaliação.
O senador democrata Richard Blumenthal, que também participou no domingo do programa Face the Nation, da CBS, informou que o projeto de lei já conta com o apoio de 85 copatrocinadores no Congresso.
Segundo ele, a medida colocaria “uma marreta à disposição do presidente Trump para atacar a economia de Putin e todos os países que sustentam a máquina de guerra russa”.
Governo Lula e Trump
Caso saia do papel, a nova medida pode afetar ainda mais a já estremecida relação entre o governo Lula (PT) e a Casa Branca. Na semana passada, o governo norte-americano anunciou uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras.
O vice-presidente Geraldo Alckmin informou que o anúncio das medidas que serão adotadas pelo Brasil será feito até esta terça-feira (15).
O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou no fim de semana que Trump “está frustrado” com as negociações comerciais conduzidas pelo governo brasileiro e com outras ações do país.
“A questão é que o presidente tem estado muito frustrado com as negociações com o Brasil e também com as ações do Brasil. A mensagem que todos nós estamos tentando passar é esta: a América está se preparando para sua era de ouro, colocando nossa casa em ordem, ajustando nossas tarifas e nossa política comercial e fiscal exatamente onde precisam estar para essa nova era”, disse o assessor em entrevista à emissora ABC, no domingo.
Alice Gabrielly
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