Nesta quinta-feira (17), o presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, anunciou que os confrontos na província meridional de Al Sueida, após um acordo mediado pelos Estados Unidos, chegaram ao fim.
Sharaa ainda acusou, em pronunciamento televisionado, Israel de promover "caos e destruição" com os ataques e ressaltou que seu governo não está entre "aqueles que temem a guerra".
“Não estamos entre aqueles que temem a guerra. Passamos a vida enfrentando desafios e defendendo nosso povo, mas colocamos os interesses dos sírios acima do caos e da destruição”, disse o presidente interino, em declarações direcionadas a Israel.
Os líderes das ações violentas dos últimos dias no país, de acordo com Sharaa, serão responsabilizados. “Estamos interessados em responsabilizar aqueles que transgrediram e abusaram do nosso povo druso, pois eles estão sob a proteção e responsabilidade do Estado”, afirmou.
Os ataques marcaram a maior escalada das tensões com Israel desde que o novo governo assumiu o poder no lugar do ditador Bashar al-Assad.
Sharaa ainda agradeceu a mediação dos Estados Unidos e de outros países envolvidos nas negociações. "Os esforços do Estado para restabelecer a estabilidade e expulsar as facções proscritas tiveram êxito. (...) Graças à eficaz intervenção da mediação americana, árabe e turca, a região foi salva de um destino incerto", declarou.
No dia anterior ao anúncio, Israel atingiu diferentes alvos militares na Síria, incluindo o Ministério da Defesa do país.
Alice Gabrielly
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