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Internacional

Trump pede que Obama seja investigado por suposta interferência na eleição de 2016

O republicano acusou, nesta terça (22), o ex-presidente de tentar sabotar o pleito em que saiu vitorioso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que o Departamento de Justiça (DOJ) processe o ex-presidente Barack Obama. A solicitação, feita nesta terça-feira (22), consta que o democrata pediu que fosse feita uma avaliação de inteligência para identificar se a Rússia interferiu nas eleições de 2016, em benefício do republicano, que saiu vitorioso do pleito, na tentativa de sabotá-lo.

“Depois do que fizeram comigo, certo ou errado, é hora de ir atrás dessas pessoas. Obama foi pego diretamente. [...] Se você olhar esses documentos, eles têm provas concretas, e foi o presidente Obama. O líder da gangue era o presidente Obama, Barack Hussein Obama. Já ouviu falar dele?”, indagou Trump.

As declaração do republicano foram feitas no Salão Oval da Casa Branca, durante encontro com Ferdinan “Bongbong” Marcos Jr., presidente das Filipinas. Trump também disse que o DOJ deve priorizar a responsabilização do ex-presidente.

“É crime no mais alto nível. Foi o presidente Obama, ele começou isso. E [Joe] Biden estava com ele, e [o então diretor do FBI] James Comey também, assim como [o então] diretor de Inteligência Nacional] James Clapper e [o então diretor da Agência Central de Inteligência] John Brennan. Todo o grupo estava envolvido”, reiterou o republicano.

Segundo Trump, essa interferência é considerada uma tentativa de golpe. “Tentaram roubar a eleição, tentaram ofuscar a eleição. Obama liderou, ou tentou liderar, um golpe. E foi com Hillary Clinton, com todas essas outras pessoas, mas Obama estava à frente”, declarou o presidente.

Obama é denunciado pela Diretoria de Inteligência

Ainda na semana passada, a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, enviou denúncia criminal à procuradora-geral Pam Bondi contra o ex-presidente Obama, em que ele é acusado de ter violado a lei por solicitar relatório que enfraquecia a legitimidade da vitória de Trump em 2016.

Segundo e-mail divulgado pela diretora, em 9 de dezembro de 2016, após reunião na Casa Branca, o então diretor de Inteligência Nacional pediu que as agências de espionagem fizessem uma avaliação “a pedido do presidente” sobre “ferramentas usadas por Moscou e ações tomadas para influenciar as eleições de 2016.

Depois disso, esse relatório encomendado serviu como base de investigação do FBI e Congresso sobre suposto conluio entre Trump e o Kremlin, mas em abril de 2019, o relatório final descartou essa hipótese.

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