Nesta sexta-feira (1º), a Justiça da Colômbia condenou o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe a 12 anos de prisão. Ele já havia sido condenado em primeira instância na última segunda-feira (28), pelos crimes de fraude processual e suborno de testemunha, sendo acusado de manipular testemunhas para que mudassem depoimentos em seu favor.
No decorrer do processo, Uribe afirmou que o julgamento era uma “vingança” contra ele. Conforme divulgado pelo jornal El Tiempo, a sentença foi proferida pela juíza Sandra Liliana Heredia, do 44º Tribunal Penal de Bogotá, e é superior à pena solicitada pelo Ministério Público, que havia pedido 9 anos de prisão.
Além disso, o político conservador também foi condenado a arcar com uma multa de US$ 578 mil e foi declarado inelegível por oito anos. A determinação é que Uribe seja transferido para Rionegro, onde cumprirá prisão domiciliar em sua própria fazenda.
Segundo a defesa do ex-presidente, ele irá recorrer da sentença, e o caso será encaminhado ao Tribunal Superior de Bogotá. Após a confirmação da condenação, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu Álvaro Uribe. “O único crime do ex-presidente colombiano Uribe foi lutar e defender incansavelmente sua pátria. A instrumentalização do Judiciário colombiano por juízes radicais abriu um precedente preocupante”, escreveu o secretário.
Denúncia contra o atual presidente
A sentença de Uribe foi anunciada nesta sexta-feira (1º), logo depois de os advogados do político informarem que ele ingressou com uma denúncia criminal na Comissão de Investigação e Acusação da Câmara dos Representantes contra o atual presidente, Gustavo Petro, por “fustigação e calúnia”.
“Os fatos que motivam esta ação penal derivam de uma série de manifestações públicas proferidas pelo chefe de Estado nos dias 28 e 29 de julho de 2025, por meio de sua conta oficial na rede social X, com uma audiência de mais de 8 milhões de seguidores”, afirmou a defesa de Uribe.
Na acusação, é descrito que o “presidente Petro proferiu acusações diretas, infundadas e sem respaldo judicial, atribuindo ao ex-presidente Uribe condutas gravemente criminosas, como homicídios, narcotráfico, paramilitarismo e corrupção — fatos pelos quais não existe nenhuma condenação penal em decisão judicial”.
Carolina Matta
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