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Internacional

Nicolás Maduro convoca 4,5 milhões de milicianos para enfrentar ‘ameaça’ dos EUA

A medida ocorreu dias após os Estados Unidos dobrarem de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões.

Em meio ao aumento da pressão internacional, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (18) a mobilização de 4,5 milhões de integrantes das milícias venezuelanas. A medida ocorre dias após os Estados Unidos dobrarem, de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões), a recompensa por informações que levem à captura do líder chavista.

Washington considera Maduro um presidente ilegítimo, apontando fraude nas eleições realizadas em julho do ano passado. Além disso, acusa o ditador de chefiar o Cartel de los Soles, organização criminosa envolvida no narcotráfico internacional.

Foto: Reprodução/InstagramCartazes anunciam recompensa pelo ditador Nicolás Maduro
Cartazes anunciam recompensa pelo ditador Nicolás Maduro

Durante discurso transmitido pela TV estatal, Maduro afirmou ter recebido apoio imediato das Forças Armadas diante do que chamou de novas ameaças. “Os primeiros a manifestarem solidariedade e apoio a este presidente trabalhador que aqui está foram os militares desta pátria”, declarou.

O líder chavista também afirmou ter convocado milícias rurais e operárias, ressaltando que os grupos estão “preparados, ativados e armados”. Em tom de exortação, disse: “Fuzis e mísseis para a força camponesa, para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria!”.

Escalada de tensões

A decisão de Maduro foi anunciada no mesmo momento em que navios da Marinha norte-americana se preparam para chegar à região. Segundo fontes militares, três contratorpedeiros devem atracar até a noite desta quarta-feira (20).

O governo Trump tem intensificado as acusações contra o regime chavista. Pam Bondi, secretária de Justiça dos EUA, divulgou vídeo em que afirma que Maduro se vale de organizações criminosas transnacionais para enviar drogas aos Estados Unidos, fomentando a violência no país.

De acordo com a DEA (agência antidrogas americana), já foram apreendidas 30 toneladas de cocaína ligadas ao ditador e seus aliados. O Departamento de Justiça também confiscou mais de US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) em bens atribuídos a Maduro, incluindo aeronaves, veículos e outros ativos.

“Sob a liderança do presidente Trump, Maduro não escapará da Justiça e responderá por seus crimes atrozes”, declarou Bondi, justificando o aumento da recompensa.

Histórico de confrontos

As relações entre Caracas e Washington estão rompidas desde 2017, início do governo Trump. Três anos depois, em 2020, Maduro foi formalmente acusado de narcoterrorismo e tráfico internacional, passando a figurar na lista de mais procurados dos EUA, com recompensa inicial de US$ 15 milhões.

Agora, com o valor ampliado e a retórica cada vez mais dura, a crise entre Venezuela e Estados Unidos entra em um novo patamar, marcado pela mobilização militar de Maduro e a ofensiva diplomática e judicial norte-americana.

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