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Internacional

Embaixada dos EUA alerta para risco de prisão e pede que americanos não viajem para a Venezuela

O alerta emitido pela representação diplomática acontece em meio à escalada de tensão entre os países.

A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela divulgou, nesta quinta-feira (21), um alerta para que os cidadãos norte-americanos não viajem ao país sul-americano. O aviso foi emitido em meio à escalada da tensão entre o Governo Donald Trump e o regime ditatorial de Nicolás Maduro. Na última semana, a administração do republicano enviou três navios de guerra às águas do Caribe, com o intuito de pressionar o líder chavista.

Segundo publicação nas redes sociais, os norte-americanos correm risco de serem presos na Venezuela. “O governo dos Estados Unidos alerta qualquer cidadão americano ou residente nos Estados Unidos para que não viaje ou permaneça na Venezuela devido aos graves riscos de detenção ilegal, tortura em detenção, terrorismo, sequestro, práticas policiais injustas, crimes violentos e distúrbios civis”, escreveu a embaixada.

Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República e Marcelo Camargo/Agência BrasilDonald Trump e Nicolás Maduro
Donald Trump e Nicolás Maduro

Outro pedido feito pela representação diplomática dos EUA é que, caso alguém tenha informações sobre cidadãos norte-americanos detidos na Venezuela, comunique a embaixada. Há um mês, o Governo Trump chegou a fazer um acordo com a ditadura de Maduro.

Na época, cidadãos americanos presos no país sul-americano foram libertados, em troca do retorno de venezuelanos que foram detidos pelos EUA e enviados para uma prisão em El Salvador. O secretário de Estado, Marco Rubio, comunicou que todos os presos por Maduro foram libertados nesse acordo.

Tensão

Nessa terça-feira (19), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA estão preparados para “usar todo o poder americano” para responsabilizar aqueles que traficam drogas para o país. Além disso, no dia 7 de agosto o governo norte-americano ofereceu recompensa de US$ 50 milhões para quem disponibilizar informações que levem à prisão e condenação do líder do regime chavista.

Em resposta, Maduro ordenou, nessa segunda-feira (18), a mobilização de 4,5 milhões de membros da Milícia Boliviana, do que chamou de “plano de paz”.

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