O governo dos Estados Unidos anunciou, nessa sexta-feira (8), um aumento recorde na recompensa por informações que levem à prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e reativou a oferta milionária para capturar dois de seus principais aliados: Diosdado Cabello Rondón, ministro do Interior, Justiça e Paz, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa das Forças Armadas Nacionais.
A recompensa por Maduro dobrou, passando de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (mais de R$ 270 milhões), o maior valor já oferecido na história do país. As autoridades norte-americanas o acusam de liderar o Cartel de los Soles, organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e formada dentro do regime chavista. Segundo Washington, o grupo mantém cooperação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Paralelamente, a Embaixada dos EUA na Venezuela voltou a divulgar as recompensas por informações que levem à prisão ou condenação dos ministros de Maduro. No caso de Vladimir Padrino, acusado de conspiração para distribuir cocaína a bordo de aeronave registrada nos EUA, a oferta chega a US$ 15 milhões.
Já Diosdado Cabello Rondón, apontado como um dos líderes do Cartel de los Soles, é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e conspiração para portar e utilizar metralhadoras e artefatos destrutivos para dar suporte a crimes relacionados ao tráfico. Pela sua captura ou condenação, os EUA oferecem até US$ 25 milhões.
As acusações fazem parte de uma ofensiva diplomática e judicial norte-americana contra o regime de Maduro, considerado ilegítimo por Washington e por organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA). A entidade e outras instituições independentes apontaram fraude nas eleições realizadas há um ano, quando o chavista foi declarado vencedor para um terceiro mandato.
Carolina Matta
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