Neste sábado (9), Volodmir Zelenski, presidente ucraniano, desconsiderou a reunião planejada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, alertando que qualquer acordo de paz que exclua Kiev levaria a “soluções mortas”.
O encontro entre os presidentes, marcado para a próxima sexta-feira (15), no Alasca, é visto como um potencial avanço para a resolução do conflito, que já dura mais de três anos.
A Ucrânia “não dará à Rússia qualquer prêmio pelo que fez”, conforme afirma Zelenski, acrescentando que “os ucranianos não cederão sua terra ao ocupante.”
Zelenski afirmou, sobre a reunião que não contará com sua presença: “Quaisquer decisões que sejam tomadas sem a Ucrânia são, ao mesmo tempo, decisões contra a paz. Elas não trarão nada. Essas são decisões mortas. Elas nunca funcionarão.”
Oficiais ucranianos já haviam dito anteriormente à Associated Press, em caráter privado, que Kiev seria favorável a um acordo de paz que, de fato, reconhecesse a incapacidade da Ucrânia de recuperar militarmente os territórios perdidos.
Reunião de Trump e Putin
Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (8), por meio de sua rede social Truth Social, que se encontrará com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na próxima sexta-feira (15), no estado do Alasca. O encontro, segundo Trump, terá como objetivo central discutir um possível cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia.
“O aguardado encontro entre eu, como presidente dos Estados Unidos da América, e o presidente Vladimir Putin, da Rússia, acontecerá na próxima sexta-feira, 15 de agosto de 2025, no grande estado do Alasca”, escreveu Trump na publicação.
Ultimatos e sanções
Por conta de Putin não atender seus pedidos para o fim das ofensivas contra a Ucrânia, Trump decidiu impor sanções adicionais à Rússia, introduzindo tarifas secundárias visando países que compram petróleo russo caso o Kremlin não avance para um acordo, além de mobilizar submarinos nucleares em regiões próximas à Rússia.
Alice Gabrielly
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