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Maduro envia carta a Trump pedindo fim das “falsidades que mancham relacionamento” entre EUA e Venezuela

A informação foi divulgada nesse sábado (20) pela agência Reuters, que teve acesso ao documento.

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou no início do mês uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando o apaziguamento das tensões entre os dois países.

A informação foi divulgada nesse sábado (20) pela agência Reuters, que teve acesso ao documento e informou que a carta foi enviada em 6 de setembro, quatro dias após um ataque americano a uma embarcação com drogas no Mar do Caribe, que, segundo a gestão Trump, pertencia à gangue venezuelana Tren de Aragua. Onze pessoas a bordo foram mortas.

Foto: Reprodução/InstagramNicolás Maduro
Nicolás Maduro

“Presidente, espero que juntos possamos derrotar as falsidades que mancharam nosso relacionamento, que deve ser histórico e pacífico”, escreveu Maduro na carta.

“Estas e outras questões estarão sempre abertas para uma conversa direta e franca com seu enviado especial [Richard Grenell] para superar o ruído da mídia e as notícias falsas”, acrescentou o ditador.

Richard Grenell se encontrou com Maduro em Caracas no final de janeiro e, nesta ocasião e em outras, negociou com a ditadura venezuelana o recebimento de deportados pelos Estados Unidos e a libertação de americanos que haviam sido presos pelo regime chavista.

Na carta, Maduro reafirmou que seu regime não possui ligação com o tráfico de drogas – embora a Casa Branca considere o ditador líder do Cartel de los Soles e ofereça US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura e/ou condenação.

“Este é o caso mais flagrante de desinformação contra a nossa nação, com o objetivo de justificar uma escalada para um conflito armado que infligiria danos catastróficos a todo o continente”, escreveu Maduro.

No final de agosto, o Governo Trump enviou oito navios de guerra e um submarino nuclear para águas do Mar do Caribe próximas à Venezuela, com o objetivo de impedir a chegada de drogas ao território americano. A ditadura venezuelana, no entanto, considera a ação uma “desculpa” para uma intervenção militar no país sul-americano.

Dias depois, os EUA também deslocaram caças F-35 para um aeródromo em Porto Rico, visando operações contra cartéis de drogas no Caribe.

Desde o início do mês, ao menos quatro embarcações com drogas foram atingidas por ataques militares americanos no Mar do Caribe. Em resposta, o regime de Maduro vem realizando operações e mobilizações militares, além de intensificar a retórica belicista.

Neste sábado, Trump afirmou na rede Truth Social que a ditadura da Venezuela pagará um “preço incalculável” caso se recuse a receber venezuelanos que estão em prisões ou hospitais psiquiátricos nos Estados Unidos.

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