Os irmãos Joesley e Wesley Batista passaram a monitorar de forma estratégica o setor energético da Venezuela, motivados pela perspectiva de abertura econômica após mudanças recentes no comando político do país e pelo potencial de reservas petrolíferas estimadas em cerca de 1 bilhão de barris. O movimento ocorre em um cenário de transição institucional que desperta o interesse de investidores internacionais.
Por meio de parceiros comerciais, o grupo mantém ligação indireta com o projeto Petrolera Roraima, ativo petrolífero localizado em campos anteriormente explorados pela ConocoPhillips. A petroleira Fluxus, controlada pela família, avalia ingressar formalmente no setor venezuelano assim que houver maior previsibilidade regulatória e segurança jurídica para investimentos de longo prazo.
A holding J&F afirma não possuir ativos diretos no país, mas acompanha de perto os desdobramentos políticos e econômicos. A postura cautelosa reflete, sobretudo, o impacto das sanções impostas pelos Estados Unidos, já que o grupo possui negócios relevantes no mercado norte-americano, como a Pilgrim’s Pride, uma das maiores processadoras de frango do mundo.
Com empresas europeias e norte-americanas ainda reticentes, os Batista surgem como potenciais pioneiros na retomada do setor petrolífero venezuelano. Além do petróleo, o grupo também observa oportunidades nos segmentos de mineração e infraestrutura elétrica, apostando em um reposicionamento estratégico da Venezuela no cenário pós-Maduro.
Caroline Vitorino
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