O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra a França ao ameaçar aplicar tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses, após o país se recusar a integrar o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza proposto por Washington.
A reação do governo francês foi imediata. Autoridades classificaram a ameaça como uma forma de pressão política. Em entrevista ao canal TF1, nesta terça-feira (20), a ministra da Agricultura, Annie Genevard, afirmou que se trata de “uma atitude hostil contra a França” e de “uma tentativa de forçar os europeus a cederem”.
A França havia sido convidada, ao lado de diversos países, a participar do órgão que Trump pretende liderar, com o objetivo de acompanhar um eventual cessar-fogo entre Israel e o Hamas e coordenar a reconstrução de Gaza. Paris, no entanto, rejeitou o convite na segunda-feira, alegando que as condições impostas pelos Estados Unidos não são aceitáveis e ferem princípios do multilateralismo e da estrutura da ONU.
Após a negativa francesa, Trump declarou que adotaria medidas comerciais severas caso o país mantivesse o que chamou de postura hostil. Além da França, o conselho também teria convites direcionados a nações como Canadá, Reino Unido, Rússia, China, Brasil e Arábia Saudita.
Rodrigo Mendes
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