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Trump expõe mensagem de Macron questionando posição dos EUA sobre Groelândia

Nesta semana, Trump já havia anunciado que aplicará uma tarifa de 10% a oito países da Europa.

Na madrugada desta terça-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de publicações nas redes sociais. Em uma delas, divulgou uma mensagem de texto pessoal enviada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, na qual o líder europeu questiona o posicionamento de Trump sobre a Groenlândia.

O presidente norte-americano publicou um print da conversa na Truth Social com a legenda: “Nota do presidente Emmanuel Macron, da França”, um dia após fontes indicarem que o país não tem intenção de integrar o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza nas condições estabelecidas pelos Estados Unidos. A França avalia que a proposta americana extrapola a situação em Gaza e levanta questões de grande relevância, “em particular sobre o respeito aos princípios e à estrutura das Nações Unidas, que não podem ser questionados”.

Nesta semana, Trump já havia anunciado que aplicará uma tarifa de 10% a oito países da Europa a partir de 1º de fevereiro de 2026, caso continuem a se opor ao plano dos Estados Unidos de comprar a Groenlândia. Macron reagiu à ameaça, classificando como “inaceitável” a pressão exercida por Trump sobre países europeus devido à posição adotada em relação ao território, que atualmente faz parte do Reino da Dinamarca.

Na conversa divulgada por Trump, Macron escreveu:

“Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Eu só não entendo o que você está fazendo na Groenlândia. Deixe-nos tentar construir grandes coisas:

Posso organizar uma reunião do G7 depois de Davos, em Paris, na quinta-feira à tarde. Posso convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos à margem [do encontro];

Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira, antes de você voltar para os EUA.
Emmanuel.”

Em outra publicação na Truth Social, Trump afirmou que “não há como voltar atrás” em seus planos relacionados à Groenlândia. Ele também reforçou as críticas aos países europeus que se opõem aos interesses norte-americanos sobre o território.

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