O avião militar Boeing 757 que transportava o ditador Nicolás Maduro pousou nesse sábado (3) em um aeroporto do estado de Nova York sob um rigoroso esquema de segurança. A chegada ocorreu horas após o ex-presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, serem capturados durante a madrugada por forças dos Estados Unidos, em uma operação realizada no centro de Caracas, na Venezuela. Segundo autoridades americanas, Maduro deverá comparecer nos próximos dias a um tribunal federal para responder a acusações de narcoterrorismo e outros crimes.
Conforme informações oficiais, a aeronave aterrissou no Aeroporto Internacional Stewart, onde dezenas de agentes federais, de diferentes agências norte-americanas, aguardavam o desembarque. Entre eles estavam integrantes do FBI e da Drug Enforcement Administration (DEA). Logo após o pouso, os agentes entraram no avião para assumir formalmente a custódia de Maduro.
Como passou a noite
Maduro passou a noite em um centro de detenção, em Nova York. Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn, o local é conhecido como a “prisão dos famosos”, e abriga atualmente mais de 1,3 mil presos.
Maduro ficará preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Pela linha de acusação o ditador chavista pode ser penalizado com pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.
O líder venezuelano deve ficar detido em uma penitenciária federal, a única disponível era a do Centro de Detenção, um lugar conhecido como “precário”, “violento” e “um inferno na Terra”.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que os EUA estão trabalhando em conjunto com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Maduro.
Trump informou também que secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com a presidente interina. “Ela está essencialmente disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande novamente”. Em outro momento, disse que Rodríguez “não tem escolha”.
Lilian Aragão
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