A indicação do Irã para ocupar a vice-presidência da Comissão de Desenvolvimento Social da Organização das Nações Unidas (ONU) provocou reação negativa de ativistas e especialistas em direitos humanos, que acusam o organismo internacional de adotar critérios contraditórios ao lidar com governos considerados não democráticos.
A escolha foi aprovada por consenso durante uma reunião formal da comissão. Mesmo assim, cresce a pressão para que a ONU se posicione diante da repressão a protestos registrados no país entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano.
O secretário-geral da entidade, António Guterres, também passou a ser alvo de críticas após enviar uma mensagem de felicitação pelo aniversário da Revolução Islâmica iraniana.
Entre os críticos mais contundentes está o embaixador dos Estados Unidos, Mike Waltz, que ironizou a decisão e afirmou que o episódio reforça a posição americana de não participar da comissão. Para ele, a nomeação evidencia falhas na credibilidade do órgão.
Rodrigo Mendes
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